Nunca estivemos tão sozinhos...

Num tempo em que todo mundo tem um milhão de amigos por conta das redes sociais, nunca estivemos tão sozinhos e infelizes, essa é a dura realidade.

Com o excesso de trabalho em busca de garantir a mínima condição financeira para sobreviver ao caos em que nosso país nos coloca atualmente, tempo é algo escasso e valioso, daí recorremos às amizades virtuais que nos poupa dinheiro e obviamente tempo.

Relações rasas, infundadas, sem cheiro ou gosto, sem olho no olho, sem temperatura... ruim demais, frio demais...

Os parceiros são escolhidos pelos aplicativos de relacionamentos, outras vezes pelo facebook ou instagram, ou melhor pelo que aparenta ser, vidas coloridas e perfeitas.

O bate-papo que antes era chamado de paquera, fica agora por conta do whatsapp, escrito ou por áudios, telefonar pra quê?  Tão mais rápido, nada de perder tempo, essa é a lei da hora.

Até pedidos de casamento têm sido feitos on line, com direito a filmagem para viralizar pela internet, afinal com tantos “amigos”, há que se mostrar tudo a todos em tempo real... tempos modernos... vai entender...

Com isso a solidão assola a humanidade, estamos cada vez mais vivendo amizades e amores irreais, sem compromisso de pele, sem espontaneidade, sem aconchego, sem ...amor, penso eu.

Mas quem sou eu nesses tempos de tecnologia?  Uma mulher nascida na década de 60, que sempre acreditou no amor e os viveu com tudo a que teve direito. Intensamente. Que ao ouvir o toque do telefone, na época sem bina, suspirava e o coração quase saía pela boca perante a dúvida se seria o amado do outro lado só para dizer que estava com saudade, que pegar na mão e ter um beijo roubado que fosse, tinha a simbologia de um início de namoro, que sexo só se fazia depois de casado, que tínhamos tempo para tudo: estudar, trabalhar, conviver com amigos e familiares e, com certeza namorar. Namorar muito!

Talvez eu esteja fora de moda, obsoleta diante da modernidade, daí minha dificuldade em compreender mudanças tão drásticas e tão sem afeto real.

Mas, francamente? Penso que nesse quesito – relações humanas, irei preferir continuar ultrapassada, porém vivendo verdadeiramente toda e qualquer relação que a vida real se dispuser a me apresentar.

Aquele abraço!
Soraya Franco.

Recebeu um convite para apadrinhar uma criança ou um casamento, é motivo para se sentir feliz e grato pela confiança e consideração. Porém, nada impede que dentro de uma conversa civilizada e esclarecedora, você possa declinar do convite, por variados fatores. Por ter outro evento ou até uma viagem já marcada na mesma data, por questões financeiras que você possa estar passando no momento, etc.

Melhor resolver de forma verdadeira e elegante do que assumir um compromisso que possa interferir em planos já agendados ou se endividar para agradar terceiros.

A bem da verdade é que mesmo se forem pessoas muito simples, quando somos convidados para padrinhos, existe todo um diferencial que se faz necessário como presente, despesas com vestuário, salões de beleza, transporte e outros. E se, o deixará desconfortável cumprir tais requisitos, melhor abrir o jogo e liberar quem lhe convidou para passar a função para outro.

A moda nos dias atuais dá uma imensa liberdade, quanto a produção, para qualquer que seja o ambiente que precisemos estar.

Obviamente existem “regras” a serem respeitadas, são os códigos dentro de uma sociedade, e se nela vivemos é necessário respeitar.

Porém essas regras estão mais flexíveis, por exemplo num traje passeio completo, não se exige no caso das mulheres, que a bolsa tenha o mesmo tom do sapato social, os homens já abriram mão do colete (antes obrigatório!), as bijuterias são super aceitas como acessório feminino, não há necessidade de uma joia legítima, como antigamente.

Muitas foram as mudanças e isso só facilita e diminui o custo na hora de montar um visual para eventos mais importantes.

Você pode perfeitamente receber um convite para jantar em um restaurante japonês, por exemplo, porém você não aprecia tal culinária, super normal  você comunicar à quem o convidou que prefere outro lugar.

Agora se você acha que não tem problema você ficar com fome num local que oferece comida e ainda por cima fingir que gosta só para agradar quem o convidou...quem sou eu para dizer que não deve...

Comentários

PortalLafaiete.com.br Política de Comentários

Use e abuse do espaço, mas lembre-se de todas as regras antes de participar!

Por favor leia nossa política de comentários antes de comentar.

Participe da discussão...